Bem-estar

Para que serve a liberação miofascial antes dos treinos

admin
ruyamadei-blog-14-09-30-miofacial

30 de setembro de 2014

O que é liberação miofascial?

 “Mio” significa músculo, e fáscia é o revestimento de tecido conjuntivo, nervos cutâneos, vasos sanguíneos e gordura, que cobre esse músculo! Também é importante compreender que nossos músculos e suas ações em movimentos não são isolados, na verdade estão conectados pela fáscia muscular. Essas fáscias formam linhas, meridianos, o que significa que mesmo os músculos exercendo funções individuais, eles também influenciam nas funções de outros músculos, como estabilidade, fixação e tensão, por exemplo. É justamente por causa dessa anatomia conectada através da fáscia, que podemos associar problemas dolorosos em uma determinada área do corpo a outra área silenciosa, transferindo o problema e dificultando diagnóstico e tratamento.

Porque adotá-la no meu treino?

Restrições fasciais podem ocorrer por inflamações, inatividades e lesões, causando perda de elasticidade e tornando esse tecido desidratado. Ligações cruzadas entre elas podem estar anormais causando tensão nesse tecido tornando-o fibroso, ocasionando dor e prejudicando ações musculares,amplitudes de movimentos, diminuição de força, má postura,  resistência e coordenação.

A técnica de liberação miofascial vai ajudar a diminuir essas barreiras restritivas e diminuir essa adesão fibrosa, pois o atrito do instrumento utilizado com os tecidos moles gerará um aquecimento assumindo uma forma mais fluida, podendo assim restaurar a extensibilidade destes tecidos moles.

O que muito se vê hoje é o tratamento de unidades miofasciais isoladamente, como uma massagem numa determinada região. Mas não só de massagem se dá o trabalho miofascial, agindo dessa maneira deixamos de abordar especificamente o aspecto da comunicação das miofasciais através de linhas estendidas dentro do plano de nosso corpo. É preciso se movimentar em diferentes planos, daí a sinergia perfeita na prescrição com o treino de mobilidade!

Segundo Thomas W. Myers, esta anatomia conectada da qual estou falando, é bem representada em seu livro “ Trilhos anatômicos”. O autor apresenta bem essa natureza agrupada, onde ele define como teia. Supõe- se que, a partir do método em questão, esta teia relaxe e traga benefícios como melhora da mobilidade e amplitude de movimento, redução das cicatrizes dos tecidos moles, diminuição do tônus dos músculos hiperativos e melhora qualidade do movimento.

As contra-indicações são mínimas, apenas pessoas com problemas de circulação, áreas feridas, dores crônicas (fibromialgia) e proeminências ósseas.

A duração da técnica vai depender do tecido trabalhado, e da demanda daquela musculatura. Normalmente fica de 30 segundos a dois minutos, mas enquanto há uma melhora, menor o tempo. Não devemos progredir com o tempo para não haver estresse, e caso não melhore aquele tecido podemos indicar técnicas mais profundas de liberação, como terapias manuais com profissionais qualificados. Assim como o treino de mobilidade, o trabalho deste tecido deve ser feito de acordo com o treino do dia.
Prof. Diogo Clarindo

Tags: